Tesouro Prefixado: quando a taxa fixa pode ser sua aliada e como evitar armadilhas da marcação a mercado
O que é o Tesouro Prefixado?
O Tesouro Prefixado é o título do Tesouro Direto que paga uma taxa fixa conhecida no momento da compra. Esse “contrato de taxa” pode ser um grande aliado para quem tem objetivos bem definidos, como uma viagem, uma reforma ou um curso, desde que o investidor compreenda como os juros afetam o preço do título no caminho. Ao contrário do Tesouro Selic, que tem baixa oscilação diária, o Prefixado pode variar mais no curto prazo por causa da marcação a mercado. Isso exige planejamento: se a ideia é carregar o papel até o vencimento, o investidor tem previsibilidade do retorno; se pensa em vender antes, precisa aceitar as oscilações.
Neste guia, você vai entender como o Tesouro Prefixado funciona, quando ele faz sentido, quais são suas principais vantagens e riscos, como os custos entram na conta e verá simulações práticas para planejar melhor seus objetivos.
Você vai encontrar:
- O que é o Tesouro Prefixado?
- Como o Tesouro Prefixado funciona
- Para quem é indicado
- Vantagens
- Riscos e cuidados
- Cenários econômicos e comportamento do Prefixado
- Tributação e taxas
- Exemplos práticos e valores mínimos
- Simulações didáticas (hipotéticas)
- Como escolher o vencimento
- Estratégias simples para iniciantes
- Conclusão com CTA
Como o Tesouro Prefixado funciona
Ao comprar um título prefixado, você concorda com uma taxa de juros fixa até o vencimento. Se você carregar o título até o final, receberá exatamente essa taxa contratada, descontados os impostos e custos. Porém, se vender antes do vencimento, o preço do título pode estar acima ou abaixo do que você pagou, a depender do nível de juros naquele momento.
Essa dinâmica acontece porque o mercado reprecifica o título diariamente. Se as taxas de juros subirem depois que você comprou, os títulos antigos, com taxa menor, tendem a valer menos; se as taxas caírem, eles tendem a valer mais. Esse processo é a famosa marcação a mercado.

Para quem é indicado
Investidores com objetivos de médio prazo (por exemplo, 2 a 5 anos) e horizonte definido.
Quem busca previsibilidade ao carregar até o vencimento.
Pessoas que aceitam oscilações no meio do caminho para travar uma taxa que faz sentido para sua meta.
Quem pretende diversificar além da reserva de emergência, que costuma ficar no Tesouro Selic.
Veja também: Como Identificar Seu Perfil de Investidor: Conservador, Moderado ou Arrojado
Vantagens
Previsibilidade de retorno se mantido até o vencimento.
Possibilidade de ganhos com a queda de juros caso você resolva vender antes em um cenário favorável.
Acessibilidade para começar com frações, permitindo aportes planejados.
Riscos e cuidados
Volatilidade no curto prazo: a marcação a mercado pode gerar perdas se você vender em um momento de alta de juros.
Risco de “prazo errado”: escolher vencimentos incompatíveis com a data da sua meta pode forçar venda antecipada.
Excesso de confiança: taxas muito atraentes podem iludir o investidor que não considera custos e impostos.
Cenários econômicos e comportamento do Prefixado
Cenário de queda de juros: quem comprou antes pode ver valorização do título no mercado, o que abre a possibilidade de realizar lucro vendendo antes.
Cenário de alta de juros: o preço do título cai; carregar até o vencimento protege o acordo de taxa, mas venda antecipada pode cristalizar prejuízo.
Cenário estável: a oscilação tende a ser menor, e o investidor foca em seguir o plano até o vencimento.
Tributação e taxas
Imposto de Renda regressivo sobre os rendimentos.
IOF apenas para resgates em até 30 dias.
Possível taxa de custódia da B3 e eventuais custos de corretora, conforme política vigente. Avalie sempre a rentabilidade líquida e a coerência com sua meta.
Exemplos práticos e valores mínimos
Como é possível comprar frações do título, você pode investir valores baixos e manter um plano de aportes. Exemplo didático: suponha que você deseje R$ 15.000 para uma meta em 3 anos. Se travar uma taxa fixa que considera adequada e contribuir com R$ 400 mensais, tem um plano realista de chegar perto do objetivo — ajustando a rota se a taxa mudar, sempre lembrando dos custos e do IR sobre rendimentos.

Simulações didáticas (hipotéticas)
Simulação 1 – Carregar até o vencimento: você compra R$ 10.000 em um Prefixado com taxa fixa. Mantendo até o vencimento, terá o retorno contratado (descontados IR e custos). Essa é a forma mais direta de usar o título para metas com data marcada.
Simulação 2 – Vender no meio do caminho: se os juros caírem depois da compra, o preço do seu título pode subir. Há oportunidade de realizar lucro antes do vencimento, mas exige disciplina para não transformar uma meta de 3 anos em um trade de curto prazo.
Simulação 3 – Necessidade de caixa inesperada: se os juros subirem e você precisar vender antes, pode resgatar menos que aplicou. Por isso, metas incertas ou dinheiro de emergência não devem estar em Prefixados.
Como escolher o vencimento
Comece pelo objetivo e pela data em que precisará do dinheiro.
Escolha um vencimento que passe um pouco da sua data-alvo para ter margem de segurança.
Evite transformar títulos de médio prazo em reserva de emergência.
Se a meta mudou, reavalie antes de aportar novamente.
Estratégias simples para iniciantes
Use aportes mensais: em vez de um único aporte, dilua no tempo para reduzir o risco de comprar “na pior hora”.
Combine com Tesouro Selic: mantenha liquidez para imprevistos e evite ter que vender o Prefixado em mau momento.
Revise sua meta a cada semestre: juros mudam, e seu plano pode merecer ajustes.
Conclusão com CTA
O Tesouro Prefixado pode ser um excelente aliado para objetivos de médio e longo prazo quando você valoriza previsibilidade e aceita oscilações no caminho. Compreendendo a marcação a mercado e escolhendo vencimentos coerentes com sua data-alvo, você aumenta a chance de cumprir a meta sem sobressaltos. Se este conteúdo ajudou, compartilhe e continue acompanhando os próximos capítulos da série Tesouro Direto.







