7 Erros Comuns que Você Deve Evitar no Início dos Investimentos
Você vai encontrar:
- Erro 1 – Começar sem ter uma reserva de emergência
- Erro 2 – Ignorar o próprio perfil de investidor
- Erro 3 – Seguir “dicas quentes” e modismos de redes sociais
- Erro 4 – Vender ativos no pânico (ou comprar no impulso)
- Erro 5 – Colocar todo o dinheiro em um único ativo
- Erro 6 – Esquecer dos custos e impostos
- Erro 7 – Não ter objetivos financeiros claros
- A mentalidade que separa investidores comuns dos bem-sucedidos
- ✅ Checklist: Evite estes erros e fortaleça sua estratégia
- Conclusão
Investir é um dos caminhos mais seguros para construir patrimônio e alcançar a liberdade financeira. No entanto, mais importante do que escolher os melhores ativos ou seguir a “dica quente do momento” é evitar os erros que fazem muitos investidores desistirem antes mesmo de colher resultados.
Ao longo da série Jornada do Investidor Iniciante, falamos sobre reserva de emergência, perfil de investidor, renda fixa e renda variável. Agora, chegou o momento de abordar um tema que pode literalmente decidir o sucesso ou fracasso da sua trajetória: os equívocos que atrapalham (e muito) o crescimento do seu dinheiro.
A seguir, você vai entender quais são os 7 erros comuns mais cometidos, por que eles acontecem, como evitá-los e quais atitudes vão garantir que sua estratégia financeira seja sólida e duradoura.
Erro 1 – Começar sem ter uma reserva de emergência
Este é, sem dúvida, o erro mais frequente entre iniciantes. Empolgados com a ideia de investir e multiplicar o capital, muitos pulam etapas essenciais e aplicam todo o dinheiro disponível em investimentos — sem ter antes um colchão financeiro para emergências.
A reserva de emergência é um fundo destinado a cobrir imprevistos como perda de emprego, problemas de saúde ou reparos urgentes. Sem ela, qualquer contratempo pode forçar o resgate dos investimentos em momentos desfavoráveis, o que significa perdas financeiras e frustração.
A recomendação é manter o equivalente a 3 a 6 meses dos seus gastos mensais aplicados em produtos de alta liquidez e baixo risco, como Tesouro Selic ou CDBs de liquidez diária. Somente depois disso faz sentido pensar em investimentos de médio e longo prazo.
Erro 2 – Ignorar o próprio perfil de investidor
Outro erro clássico é investir sem saber qual é o seu perfil de risco. Existem três perfis principais: conservador, moderado e arrojado. Eles indicam sua tolerância às oscilações do mercado e ajudam a definir quais ativos fazem mais sentido para sua estratégia.
Investidores conservadores tendem a priorizar segurança, aplicando em renda fixa e fundos com baixa volatilidade. Já os moderados aceitam um pouco mais de risco em busca de rentabilidade superior. Por fim, os arrojados não se importam com oscilações no curto prazo desde que possam alcançar retornos expressivos no longo prazo.
Investir sem entender seu perfil pode gerar ansiedade, decisões impulsivas e perdas. A boa notícia é que hoje existem ferramentas gratuitas para identificar seu perfil — bancos e corretoras como XP Investimentos e Nubank Investimentos oferecem testes simples que ajudam você a traçar seu perfil em poucos minutos.

Erro 3 – Seguir “dicas quentes” e modismos de redes sociais
No mundo dos investimentos, uma das maiores armadilhas é confiar em recomendações superficiais, vídeos virais e promessas milagrosas de lucros rápidos. Com a popularização dos “finfluencers”, muitas pessoas compram ações ou criptomoedas sem entender o que estão fazendo — e perdem dinheiro.
É claro que seguir especialistas pode ser útil, mas investir com base apenas em dicas alheias é perigoso. O ideal é sempre estudar o ativo, entender seu funcionamento, os riscos envolvidos e como ele se encaixa na sua estratégia.
Lembre-se: se uma promessa de retorno parece boa demais para ser verdade, provavelmente é. E lembre-se também que investimento não é corrida de 100 metros — é uma maratona.
Erro 4 – Vender ativos no pânico (ou comprar no impulso)
A psicologia do investidor é um fator determinante para o sucesso. Muitas pessoas perdem dinheiro não porque escolheram o ativo errado, mas porque tomaram decisões emocionais no momento errado.
Quando o mercado cai, é comum que investidores iniciantes vendam suas ações com medo de perder mais dinheiro — o famoso “vender no pânico”. O oposto também acontece: quando tudo está subindo, muitos compram ativos supervalorizados, movidos pela euforia do mercado.
Essa montanha-russa emocional pode destruir seus resultados. Grandes investidores, como Warren Buffett, seguem a filosofia de “ser ganancioso quando os outros têm medo e ter medo quando os outros estão gananciosos”. Isso significa manter a calma e pensar no longo prazo, em vez de agir por impulso.
📌 Dica: defina suas metas antes de investir. Saber por que você está comprando ou vendendo um ativo reduz drasticamente a chance de decisões irracionais.
Erro 5 – Colocar todo o dinheiro em um único ativo
A falta de diversificação é um erro que pode custar caro. Imagine investir todo o seu dinheiro nas ações de uma única empresa e ela enfrentar uma crise — seu patrimônio pode despencar.
A diversificação é o princípio de não “colocar todos os ovos na mesma cesta”. Ela reduz riscos e aumenta as chances de retornos consistentes ao combinar diferentes classes de ativos (ações, renda fixa, fundos, FIIs, ETFs, etc.).
Um bom exemplo prático é dividir seus investimentos em:
- Renda fixa (Tesouro Direto, CDBs)
- Ações de setores diferentes
- Fundos imobiliários
- ETFs que acompanham índices
- Uma pequena parcela em ativos de maior risco (como criptomoedas)
Dessa forma, mesmo que um ativo tenha desempenho ruim, outros podem compensar as perdas.
Erro 6 – Esquecer dos custos e impostos
Muitos investidores se frustram ao perceber que seus lucros não são tão altos quanto esperavam. Isso acontece porque eles ignoram taxas, tarifas e impostos que impactam diretamente a rentabilidade.
Entre os custos mais comuns estão:
- Taxas de corretagem e administração: cobradas por corretoras e fundos.
- Imposto de Renda: incide sobre lucros em ações, fundos e renda fixa.
- Taxa de performance: cobrada em alguns fundos de investimento.
Antes de investir, sempre consulte as condições na plataforma escolhida e calcule a rentabilidade líquida — ou seja, já descontando custos e tributos. O site InvestNews tem simuladores úteis que ajudam a entender o impacto desses valores no seu retorno final.
Erro 7 – Não ter objetivos financeiros claros
Investir sem um propósito definido é como navegar sem destino. Quando você não sabe por que está investindo — se para comprar um imóvel, garantir a aposentadoria ou alcançar a liberdade financeira — é fácil se perder no caminho.
Ter metas claras e mensuráveis ajuda a escolher os investimentos certos e manter o foco mesmo durante períodos de volatilidade. Além disso, facilita a definição de prazos e estratégias adequadas a cada objetivo.
Uma boa prática é usar a metodologia SMART (específico, mensurável, atingível, relevante e temporal). Por exemplo: “Quero acumular R$ 100 mil em 10 anos para complementar minha aposentadoria.” Essa clareza transforma decisões financeiras em passos estratégicos.

A mentalidade que separa investidores comuns dos bem-sucedidos
Mais do que escolher boas ações ou entender gráficos, investir com sucesso é uma questão de mentalidade. Os investidores que constroem riqueza ao longo do tempo não são necessariamente os mais inteligentes ou os que começaram com mais dinheiro — são aqueles que cultivaram disciplina, paciência e consistência.
Eles compreendem que os mercados se movem em ciclos e que volatilidade não é inimiga, e sim parte do jogo. Entendem que cada decisão tomada hoje, mesmo que pareça pequena, carrega um efeito multiplicador ao longo dos anos. E, acima de tudo, sabem que os erros não são fracassos, mas lições. Cada perda, cada equívoco e cada tropeço moldam a experiência que transforma amadores em investidores confiantes.
Evitar os erros listados aqui não é sobre perfeição, e sim sobre consciência e estratégia. Porque no fim, investir é um processo — e quem aprende a caminhar com sabedoria logo estará pronto para correr.
✅ Checklist: Evite estes erros e fortaleça sua estratégia
- ✅ Crie uma reserva de emergência antes de começar a investir.
- ✅ Descubra e respeite seu perfil de investidor.
- ✅ Nunca invista com base apenas em “dicas quentes”.
- ✅ Evite decisões emocionais: não compre no impulso nem venda no pânico.
- ✅ Diversifique sua carteira para reduzir riscos.
- ✅ Considere custos e impostos ao calcular rentabilidade.
- ✅ Defina objetivos financeiros claros e mensuráveis.
Conclusão
Investir é um caminho poderoso para construir patrimônio e transformar seu futuro, mas o sucesso depende tanto de evitar erros quanto de fazer escolhas inteligentes. Ao reconhecer e corrigir esses deslizes comuns, você não apenas protege seu capital, como também acelera sua jornada rumo à independência financeira.
Lembre-se: todos os grandes investidores já cometeram erros — o que os diferencia é que aprenderam com eles e seguiram em frente. Agora que você conhece os principais obstáculos, está mais preparado para superá-los e seguir avançando com confiança. E no próximo capítulo da Jornada do Investidor Iniciante, falaremos justamente sobre o oposto desses erros: os acertos estratégicos que realmente fazem a diferença.









